quarta-feira, 30 de maio de 2007

O PEQUENO BRETÃO...

Henri Marie Le Boursicaud nasceu a 23 de Agosto de 1920 em Bézidalan,uma aldeia de 5 casas da comuna de Elven, na Bretanha, em França, numa família de pequenos agricultores.
A mãe, Marie-Anne d'Ars, bretã de coração e alma, era extremamente tradicional e alérgica a qualquer mudança.
O pai, Jean Le Boursicaud, era apologista do progresso e partilhava alguns trabalhos domésticos, o que era uma revolução naquele tempo.
Viveu com os seus quatro irmãos Emmanuel, Aimé, Jean e Thérése num ambiente familiar caloroso. A casa era um espaço de liberdade e viviam em atmosfera de segurança.
No casal, as tensões de tradicionalismo e modernidade, por vezes pesadas, eram a manifestação de uma vida intensa, de um amor indissolúvel. A vida deles afirmou-se também pela longevidade, ele com 93 anos e ela com 83.
Com 11 anos Henri entra no Seminário e aos 26 foi ordenado padre na Congregação dos Missionários Redentoristas.
Se estes poucos dados biográficos terão alguma importância na construção do seu carácter, o percurso de acção até aos seus 45 anos levam-no a alterações profundas na opção perante o mundo.
Com 45 anos torna-se padre operário, contrariando já nessa altura as orientações de Roma.
Aprende a profissão de carpinteiro e passa a viver com os portugueses emigrantes na zona leste de Paris, em Champigny .
Pobre entre os mais pobres, como o Carpinteiro de Nazaré, por eles luta, com eles sonha. E sonha porque não acredita em fatalismos. "A miséria não é uma fatalidade".
Aos quarenta anos os seus amigos apelidavam-no de "buldozer", aos 50 de "profeta". Redentorista, companheiro de Emaús, hoje sente-se reconhecido como simples "semeador" da palavra de Deus, "semeador" da Esperança.

6 comentários:

Francisco Assis disse...

Amigo nevieira: saúde e muita força! Continua a dar a conhecer, mesmo àqueles que teimam em não ver,apesar de terem olhos, a luta travada pelo n/amigo Henri.
Às vezes uma imagem diz mais que muitas palavras. E as tuas imagens já são muitas e belas. São elucidativas.Espero trazer algumas do Brasil - o outro Brasil, não o do turismo... Um abraço amigo
f.assis

Lígia disse...

Este é um homem tão humano que só pode ser divino.

Arsénio disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Arsénio disse...

Surpreendente este homem. Sempre!
Como Sto. Afonso gostaria de viver com este rebelde de Cristo!
Quem melhor incarna o ideal dos Redentoristas que é o de Jesus de Nazaré?
Como Ele, o Pe Henri veio ter com os seus e os seus não o reconheceram!

Andam santos no meio de nós!
E nós não os vemos!

Rogerio Ribeiro disse...

Gostaria muito de saber mais sobre a dobradinha "Henri" e "Abbé Pierre". Seria possível relatar algo.

Anônimo disse...

O Movimento Emaús Vila Velha de fortaleza Ceara está preparando uma reedição do livro do Pe. Henri le Boursicaud "Pigmeu entre oa Pigemus". Está fantástico.